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A perda de peso pode ficar mais fácil com a ajuda de proteínas

Publicado em 26 fevereiro 2021

Uma proteína secretada pelo tecido adiposo marrom e que se comunica com o fígado pode favorecer a perda de peso e melhorar o controle da glicose e dos lipídios circulantes, abrindo a possibilidade de novos tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2.

É o resultado de uma pesquisa de pós-doutorado realizada pelo educador físico Carlos Henrique Sponton, com apoio da FAPESP e realizada na Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), que foi capa do último número da revista Embo Reports. As informações são da Agência FAPESP.

Como esse tecido é termogênico, aumentaria o gasto energético, facilitando a perda de peso, além de liberar moléculas com papel regulador no organismo, com ação hormonal, chamadas de batoquinas.

Após uma série de testes, uma proteína, conhecida como PLTP (sigla para proteína de transferência de fosfolipídios), chamou a atenção dos pesquisadores. O aumento dos níveis de circulação no corpo dos camundongos resultou na secreção de ácidos biliares, que pareceram estimular o funcionamento do tecido adiposo marrom. “Ele passa a gerar mais calor e, portanto, capturar mais glicose para ter energia para a termogênese”, pontua Sponton.

O mecanismo de comunicação entre o tecido adiposo marrom e o fígado via PLTP levou a um aumento do gasto energético e, consequentemente, à perda de peso e redução da gordura corporal nos roedores estudados.

Além disso, passaram a ter um controle mais preciso dos níveis de glicose no sangue e dos lipídios circulantes, como o colesterol e outros menos conhecidos, como os esfingolipídios e os fosfolipídios.

Para o futuro

Se os resultados continuarem animadores, a expectativa é que o PLTP possa tratar doenças em que o metabolismo de lipídios, glicose ou peso esteja alterado, como é o caso da síndrome metabólica, diabetes tipo 2 ou obesidade. “O estudo foi uma primeira etapa, onde pudemos aprender um pouco mais sobre a função da proteína, agora vamos trazê-la para o contexto fisiológico, ou seja, discutir as possíveis aplicações em humanos”, diz Sponton.