Notícia

Correio Popular

A luta de todos pelo parque de tecnologia

Publicado em 05 janeiro 2006

Para sediar centro regional científico, Campinas não pode vacilar. Ela precisa da união de governos e empresariado

Quando o governo do Estado projetou a criação de cinco parques científicos e tecnológicos para concretização dentro dos próximos anos, pôs Campinas como importante pólo regional desses complexos por evidentes razões.
É que, pelas características do Município e da região, pelos atributos de desenvolvimento em termos de infra-estrutura, solidez cultural-científica, tradição universitária e também por sua localização, Campinas se impõe como consistência e significação para polarizar instituição voltada para atividades públicas e privadas de pesquisa e desenvolvimento e para instalação de empresas de base tecnológica.
Foram enfatizados, em recente artigo publicado pelo Correio Popular, de autoria de José Tadeu Jorge, reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aspectos importantes dessa problemática. Um desses aspectos ressalta que a qualificada condição de Campinas foi apontada, no ano 2000, pela Organização das Nações Unidas, (ONU), ao relacionar pólos de atração de investimentos nos cinco continentes. A cidade tem várias universidades e mais nove instituições de pesquisa, além da capacidade de gerar mão-de-obra qualificada, possuir indústrias de tecnologia limpa, concentração de empresas de inovação tecnológica, malha rodoviária, aeroporto internacional e estrutura de comunicação. Lembrou também que a Unicamp fez estudo com apoio da Finep e da FAPESP em termos de caracterização da cidade como sede de produção tecnológica de informação e comunicação. De outro lado, apontou a existência, desde a década de 1980, da empresa municipal de economia mista, a Ciatec, encarregada de fomentar um parque tecnológico.
Um complexo como o parque tecnológico criado pelo governo do Estado é concepção convalidada nos países desenvolvidos, constituindo-se numa tendência. Trata-se de aglutinar entidades de pesquisa e empresas em espaço projetado e organizado para produção e troca de serviços da mesma área.
Naturalmente tais parques, por sua dinâmica, desenvolvem atividades que geram produtos de grande valor agregado e estimulam o surgimento de novas empresas tecnológicas, o que só pode acionar o desenvolvimento da região e do País.
Não há sequer uma referência que possa pôr em discussão a validade e a pertinência do citado projeto dos parques tecnológicos regionais. Além de Campinas, deverão ser criados em São Carlos, São José dos Campos, Ribeirão Preto e São Paulo.
Trata-se de fazer acelerar uma estratégia de desenvolvimento exigida pelos avanços que a modernidade impõe, tanto em nível regional como nacional.
Há que se frisar a importância desses complexos, e, na decorrência, enfatizar a necessidade da aglutinação de esferas de poder e de capacidade de realização. Enfim, salientar a impositiva necessidade de união e parceria entre os governos, nos três âmbitos, e do empresariado, além de universidades e instituições de pesquisa.