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A Ciência no Combate à Dengue, Zika e Chikungunya

Publicado em 28 novembro 2017

A Ciência no Combate à Dengue, Zika e Chikungunya foi o tema de evento na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no dia 27 de novembro de 2017, das 15h às 17h.

Promovido pelo Instituto do Legislativo Paulista (ILP) da Alesp com a FAPESP, o evento contou com cientistas do Estado de São Paulo que apresentaram recentes estudos e ações na prevenção, diagnóstico, tratamento e erradicação das doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os palestrantes foram Alexander Roberto Precioso (Instituto Butantan), Jayme Augusto de Souza-Neto, pesquisador do Instituto de Biotecnologia (IBTEC) da Unesp e professor da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, ambos em Botucatu, José Luiz Proença Modena (IB/Unicamp) e Mauricio Lacerda Nogueira (SBV/Famerp).

O objetivo do evento, segundo o pesquisador Jayme Augusto de Souza-Neto, foi mostrar aquilo que os pesquisadores estão fazendo com as verbas recebidas da Fapesp. "Mostramos o potencial de benefício de nossas pesquisas para a sociedade em áreas vitais de grande interesse público. Mostramos como o investimento em pesquisa promove o avanço do conhecimento que reverte positivamente para a sociedade", explicou.

Sobre as pesquisas desenvolvidas na Unesp

O professor Souza-Neto discorreu sobre as características do mosquito enquanto transmissor de doenças e as dificuldades de seu controle, seja pelas limitações do uso de inseticidas, pelas complexidade do ambiente urbano favorável à proliferação do inseto e  pelas limitações do combate em grande escala. "Essa situação leva à busca de novas alternativas de combate ao mosquito e ás doenças que ele transmite", explicou.

Os estudos que estão sendo realizados focam duas vertentes: uma biológica do vetor e outra mais voltada para as características do próprio vírus. A primeira leva em conta fatores que envolvem desde a formação do embrião, ao desenvolvimento das larvas e á vida adulta do mosquito. Busca-se estudar profundamente o vetor e descobrir seus genes, sua fisiologia e comportamento, inclusive entender por que ele busca o hospedeiro humano como fonte de sangue, entendendo se certos compostos de pele, por exemplos, são mais atraentes que outros. O objetivo aqui é manipular geneticamente o vetor de modo que ele não seja transmissor da doença.

Outra vertente centra a pesquisa na comparação entre mosquitos refratários aos vírus da zika e dengue, fazendo a comparação deles com aqueles que são suscetíveis, o recebem e multiplicam.  Trata-se de uma linha de pesquisa que envolve a interação entre genes, bactérias e proteínas. Esse olhar comparado envolve o olhar acurado do intestino do vetor, o isolamento de bactérias e a realização de múltiplos testes e ensaios clínicos in vitro com múltiplas variáveis.

Especificamente em sua linhas de pesquisa, desenvolvida na Unesp, o professor Souza-Neto compara o microbioma e o perfil genético de três diferentes populações de mosquitos Aedes aegypti. Espécimes são coletados e alimentados em laboratório com sangue contaminado  para verificar quais adquirem a doença e a disseminam.

Por meio de técnicas de sequenciamento de genes em larga escala, o grupo identificou as espécies de bactérias que colonizavam o intestino dos mosquitos e observou que o microbioma presente nos grupos mais e menos suscetíveis ao vírus era completamente diferente.

Desse modo, dois fatores em conjunto – genoma e microbioma – determinariam se o inseto vai ou não ser infectado pelo vírus da dengue.

A pesquisa conta com apoio da FAPESP e, segundo Souza-Neto, os resultados poderão abrir caminho para novas estratégias de controle da doença (Leia mais em: agencia.fapesp.br/21036/).

Veja vídeo em

http://agencia.fapesp.br/bacterias_do_intestino_do_iaedes_i_podem_ser_armas_contra_dengue_e_outras_

doencas/25582/

Veja reportagem completa em 
http://agencia.fapesp.br/bacterias_do_intestino_do_iaedes_i_podem_ser_armas_contra_dengue_e_outras_

doencas/25582/

Contato do pesquisador

Jayme A. Souza-Neto
jaysneto@gmail.com

O evento, aberto ao público, ocorreu no Auditório Teotônio Vilela da Alesp, Av. Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera, São Paulo.

O evento integra o Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, parceria para a realização de eventos de divulgação científica dirigidos à sociedade, legisladores, gestores públicos e outras pessoas interessadas nos temas abordados. “Mudanças Climáticas” será o próximo tema a ser debatido, no dia 11 de dezembro.

Inscrições: www.al.sp.gov.br/ilp/detalheAtividade.jsp?id=3547.

Mais informações: (11) 3886-6288 / 6289.

Assessoria de Comunicação e Imprensa