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57º Congresso Brasileiro de Genética reuniu os maiores pesquisadores do Brasil e do mundo

Publicado em 01 novembro 2011

O 57° Congresso Brasileiro de Genética reuniu cerca de 2 mil participantes do Brasil e do exterior entre inscritos e convidados, para debater todo o conhecimento já desenvolvido no setor e os próximos desafios. A área de Genética é ampla e foi importante para o sucesso do evento ter representantes de cada uma das suas subdivisões. Resultados importantes foram obtidos a partir dos debates sobre a diversidade genética dos animais, a evolução, bioinformática, efeitos de transposição do genoma humano ou bacteriano, o mecanismo do envelhecimento, inativação do cromossomo X, desenvolvimento e uso de plantas transgênicas, novas abordagens de produção de vacinas, produção de células-tronco, entre outros.

A participação de grandes nomes da história das pesquisas em Genética, como os geneticistas Werner Arber e Willy Beçak, reforçou o compromisso do evento em celebrar a evolução cientffica. "O congresso foi amplo e de excelente nível científico, sempre propiciando a discussão de temas de fronteira na ciência", comemorou o Prof. Carlos Menck, presidente da Sociedade Brasileira de Genética (SBG).

O pesquisador Willy Beçak emocionou os congressistas contando como a sua história de liderança científica mudou o modo de fazer pesquisa no Brasil. Já o geneticista suíço Werner Arber deu um grande exemplo de como uma pessoa pode se transformar no ganhador da maior premiação científica, o Prêmio Nobel de Medicina, e ainda ser humilde e curioso.

O Congresso contribuiu para reforçar o debate sobre a ciência e reafirmar a pesquisa brasileira como foco internacional. De acordo com o geneticista, "é importante mostrar que podemos fazer bons trabalhos e melhorar cada vez mais o nível científico".

Este assunto foi debatido em um simpósio que contou com a participação de Helena Nader, presidente do SBPC; Glau-cius Oliva, do CNPq; Jorge Guimarães, da CAPES e Carlos Brito Cruz, da FAPESP. Neste momento foram levantadas várias dificuldades que impedem o crescimento da qualidade das pesquisas no Brasil. Entre as mais impactantes foram citadas Estudantes, professores e pesquisadores pelo futuro da Genética

Os estudantes tiveram um importante papel durante as atividades. Cerca de dois terços dos participantes eram estudantes de graduação e pós-graduação na área de Ciências Biológicas. "Mesmo com um pouco de dificuldade pelo nível das Informações, este é um aprendizado positivo, eles são nossos futuros pesquisadores", explica Menck. "A maior parte das atividades foi realizadas em inglês, que é o idioma universal de divulgação científica e para esses estudantes é importante já se familiarizarem com os termos e a língua". Um ponto interessante do evento foi o jantar com os pesquisadores, onde os estudantes tiveram a oportunidade de conversar informalmente com profissionais brasileiros e de outros países, por intermédio da SBG.

A formação de novos geneticistas e prática do ensino da disciplina nas escolas foram temas de mesas-redondas, em que cerca de 250 professores e pesquisadores debateram sobre o funcionamento da ciência, como é o processo científico e como a visão do professor sobre a disciplina influencia a sua forma de ensinar. Para Menck, "este evento canalizou a preocupação da SBG com a boa formação dos estudantes a respeito do tema Genética".

Durante o Congresso, os professores da rede estadual de ensino médio parti ciparam de mais uma edição dp Projeto Genética na Praça, uma experiência inovadora que visa aproximar o .ensino da pesquisa. Foram 91 Professó/is Coordenadores da Oficina Pedagógica (PCOPs), que não atuam diretamente em sala de aula, mas dão apoio à docência de outros profissionais e disseminarão a iniciativa em outras regiões do Estado de São Paulo, além de mais 300 professores.

"Pai" da manipulação genética foi o convidado de honra

Uma descoberta que revolucionou a forma de trabalhar a genética e hoje é uma das técnicas responsáveis pelos grandes avanços na área de biotecnologia completa 40 anos. As enzimas de restrição, que atuam como "tesouras biológicas", são capazes de reconhecer uma determinada sequência de nucleotídeos (componentes estruturais do DNA) e assim podem identificar sequências das bases do código genético - permitindo o mapeamento e a manipulação dos genes.

Baseada em observações da natureza, a descoberta das enzimas pelos pesquisadores Werner Arber, Daniel Nathans e Hamilton Smith permite que hoje sejam realizadas várias metodologias, incluindo melhoramentos genéticos em animais e plantas, novos fármacos e outros processos importantes para melhoria da saúde humana. Esses procedimentos têm sido fundamentais para a manipulação do DNA e que são aplicados em basicamente todas as áreas das ciências da vida.

Uma ferramenta de ensino 2.0

Os participantes do evento ainda tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais da mais recente ferramenta de ensino da SBG: O portal Saiba Mais Sobre Biotecnologia, Conteúdo online gratuito para estudantes, professores e quem mais tiver interesse e curiosidade em entender melhor o que é e quais são as aplicações possíveis para a manipulação genética, como a biotecnologia, vegetais transgênicos, animais transgênicos, terapia gênica e células-tronco.

Para saber mais:

Portal Saiba Mais Sobre Biotecnologia

http://saibamaisbiotec.com.br/