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Pequenas Empresas & Grandes Negócios

50 dicas para planejar cada passo da nova empresa e transformar uma boa ideia em um negócio lucrativo

Publicado em 25 janeiro 2013

1. FAÇA O QUE GOSTA

TER AFINIDADE COM A ÁREA de atuação é o primeiro passo para abrir um negócio com sucesso, de acordo com Marcos Hashimoto, professor de empreendedorismo da ESPM. "É o que vai dar a determinação que a pessoa precisa. Mas é preciso analisar como a paixão pode ser convertida em oportunidades reais", afirma. Antes de transformar um hobby em um modelo de negócio, Hashimoto sugere uma reflexão em quatro etapas.

2. EXPLORE OS NICHOS

As pequenas e médias empresas já são responsáveis por 12,71% das vendas registradas no comércio eletrônico nacional. Em um setor tradicionalmente dominado por grandes corporações, novos empreendedores têm encontrado boas oportunidades em grupos de consumidores com interesses específicos. A Doce Beleza, loja virtual de cosméticos, é um bom exemplo dessa tendência. Especializada no nicho de produtos de salão de beleza para cabelos, fatura R$ 12,3 milhões por ano. “Grandes varejistas trabalham com produtos de massa. A capilaridade da internet transformou os nichos de consumo em mercados promissores para operações menores”, afirma Vinícius Pessin, CEO da e-smart, empresa especializada em projetos de e-commerce.

3. INVISTA NA SUA FORMAÇÃO

SER UM PROFISSIONAL tecnicamente competente em sua área é um bom começo. Mas, para assumir o papel de empresário, não basta ser um ótimo programador ou cozinheiro elogiado. É preciso entender de gestão, dominar o básico de finanças e se informar sobre legislação e tributos. Vários cursos podem ajudar os empresários iniciantes a se preparar.

4. ESCREVA UM PLANO DE NEGÓCIO

Uma boa ideia, sozinha, não faz uma empresa. É preciso avaliar se é algo realmente viável e se tem chance de dar origem a um negócio de sucesso. Não dá para abrir uma empresa baseando-se na intuição. Uma das maneiras mais eficientes de analisar a sua ideia é traçar um bom plano de negócio. Nesse planejamento não podem faltar os seguintes itens:

• Descrição do seu produto ou serviço e qual é o seu diferencial

• Tamanho do mercado consumidor

• Definição do público-alvo

• Fornecedores de matérias-primas e soluções para o negócio

• Identificação de empresas concorrentes

• Análise de riscos operacionais, ambientais e de mercado

• Três cenários de vendas: otimista, realista e pessimista

5. TRACE CENÁRIOS PESSIMISTAS

NA EMPOLGAÇÃO PARA TRANSFORMAR a ideia em um negócio de verdade, muitos empreendedores superestimam o tamanho do mercado que podem atender. Planejar vendas muito aquecidas logo no começo é um perigo. Se elas não se concretizarem, em pouco tempo o capital de giro se esvairá e será preciso recorrer a empréstimos. A saída para não cair nessa armadilha é traçar três cenários: um otimista, um realista e “o pior dos mundos”, sugere Claudia Bittencourt, diretora-geral da consultoria Grupo Bittencourt. “Olhe para a previsão pessimista e pense em estratégias para sair dela e em quanto dinheiro será necessário para manter a operação durante esse período”, afirma. Muitos negócios levam mais de um ano para chegar ao ponto de equilíbrio, fase em que o dinheiro recebido é igual ao total gasto no mês.

6. CONHEÇA SEU PÚBLICO

TRAÇAR UM PERFIL demográfico do público-alvo – que idade tem, qual é sua renda, onde mora – é um bom começo, mas não basta. É preciso conhecer melhor essas pessoas e seus hábitos para pensar em estratégias mais precisas. Na era das redes sociais, ficou ainda mais fácil interagir e saber como pensam, o que fazem, do que gostam e o que rejeitam

7. COMECE ENXUTO

DESENVOLVIDO ORIGINALMENTE para empresas de tecnologia, o método de Lean Startup (Startup Enxuta) é uma boa maneira para otimizar recursos durante a fase inicial de diversos tipos de negócio. A partir de um ciclo de criação de produtos em três etapas – construção, feedback e ajustes -, o modelo propõe a execução de protótipos simples para testar ideias entre consumidores, eliminando o tempo e o dinheiro perdidos com pesquisas e soluções que não atendem às demandas de mercado.

8. CRESÇA A PARTIR DE DEMANDAS REAIS

Dados do Startup Genome, pesquisa global feita pela aceleradora americana Blackbox, indicam que a escala prematura é o motivo de 74% das falências em startups. Segundo o mesmo estudo, a principal causa do problema são investimentos em expansão baseados em projeções de demanda equivocadas. “Empreendedores costumam superestimar o potencial de suas idéias”, diz Bjoem Lasse Herman, um dos coordenadores da pesquisa. Desse modo, investimentos em expansão devem ser feitos a partir de estimativas concretas de retomo, como aumento de market share entre consumidores e contratos assinados com grandes clientes.

9. SEM EQUIPE, FOQUE NOS PROCESSOS

NÃO É POR ACASO que todo empreendedor se considera um faz tudo. No primeiro ano da empresa, ter o mínimo de colaboradores – ou mesmo nenhum – é a fórmula adotada pela maioria para manter um caixa enxuto até as primeiras vendas se firmarem. Para competir com empresas que já conseguiram custear uma boa equipe, a saída é prestar atenção em todas as etapas produtivas do negócio e gastar um tempinho pensando em como melhorá-las. É possível reduzir desperdícios, não só de materiais, mas também de tempo. O que se pode fazer para negociar preços melhores com fornecedores? Como tornar mais ágil o fluxo de trabalho? “Estruturar e melhorar processos é um bom caminho para aumentar a rentabilidade no começo”, afirma Ari Rosolem, consultor administrativo e financeiro do Sebrae-SP.

10. CONTRATE CERTO E EVITE PROBLEMAS NA JUSTIÇA

O dia a dia do empreendedor costuma ser bem solitário no começo. Para poupar recursos, ele faz de tudo até conseguir recrutar mais braços para ajudar. Enquanto não dá para ter funcionários fixos, a saída é fazer um contrato de prestação de serviço com profissionais autônomos ou temporários. Mas nada de combinar tarefas e remuneração verbalmente. Para evitar reclamações na Justiça, é preciso registrar o acordo no papel e seguir as seguintes regras trabalhistas:

CONTRATE POR TEMPO DETERMINADO: Qualquer pessoa que venha trabalhar por mais de seis meses na empresa precisa ter um contrato por tempo determinado e registro na carteira de trabalho indicando a duração do acordo – o máximo é de dois anos.

NADA DE MANDAR NO AUTÔNOMO: o autônomo tem obrigação de prestar serviços de maneira continuada. Só que não pode ser subordinado a ninguém nem ter o horário controlado – se tiver prova de que recebe ordens, tem como exigir seus direitos.

EVENTUAL COM RECIBO: O trabalhador eventual, como uma diarista, pode receber ordens, mas só deve prestar serviço esporadicamente. Seu pagamento é acertado ao final do dia, e ele deve assinar recibo. Sem o papel, o empresário pode ter de pagar tudo de novo ao ser acionado.

11. NÃO COPIE O PREÇO DO VIZINHO

Na hora de determinar qual será o valor de venda do produto ou serviço da empresa, é comum esticar o olho para as etiquetas de preço dos vizinhos. Mas isso não basta. “O empreendedor não tem de vender pelo mesmo preço da concorrência”, afirma Rosolem, do Sebrae-SP. “A pesquisa é só um parâmetro para o plano de negócio. Ajuda a definir o volume de produção necessário para chegar a um valor competitivo no mercado”, diz. Muitas vezes, uma empresa já estabelecida consegue fixar valores menores porque vende bem. Essa escala permite diluir seus custos internos, como o de manter uma equipe fixa – o que quase nunca é financeiramente viável em um negócio nascente. Por isso, é crucial avaliar se o preço “copiado” cobre os custos planejados de manutenção de infraestrutura e de funcionários.

12. SÓCIOS DEVEM ASSINAR UM ACORDO

Antes de colocar o projeto em prática, os sócios devem conversar bastante sobre suas expectativas e objetivos para conferir se não têm divergências que ameacem o negócio. Durante o crescimento, é comum discordar sobre estratégias, gestão de pessoas e onde aplicar os lucros. Para a operação não empacar em impasses, é importante que todos os sócios assinem um acordo de acionistas, um documento que esclarece pontos como:

Quais são as responsabilidades de cada um?

Quem toma as decisões em cada área?

Qual será o salário de cada sócio?

A remuneração dependerá do desempenho?

Familiares podem trabalhar na empresa?

Qual é o critério para admitir e demitir parentes?

Os lucros serão distribuídos ou reinvestidos?

A quem recorrer em caso de impasse em decisões estratégicas?

REGISTRE A EMPRESA

O NOVO NEGÓCIO DEVE TER um contrato social, especificando quem são os sócios, onde fica a empresa e quando ela foi aberta, quantas cotas do negócio cada um tem e quais são as condições para sair da sociedade. Esse documento deve ser registrado na Junta Comercial do estado. Depois disso, será necessário se registrar nos seguintes órgãos:

Receita Federal: Para obter um CNPJ

Prefeitura da cidade: Para ter um alvará de funcionamento

Secretaria da Fazenda Estadual: Cadastro para recolher impostos

Previdência Social: mesmo que não tenha funcionários

Sindicato do setor: Para recolher a contribuição sindical

NEGOCIE COM SEUS FORNECEDORES

Os fornecedores também podem “financiar” seu negócio. Quando eles estendem o prazo de pagamento, a empresa fica com dinheiro em caixa por mais tempo e pode usá-lo no dia a dia, enquanto não recebe pela venda aos clientes – especialmente quando oferece parcelamento. Não é fácil negociar com fornecedores logo de cara. “Uma empresa nova ainda não tem credibilidade no mercado. Precisa esperar no mínimo três meses até criar um histórico de bom cliente”, diz Rosolem, do Sebrae-SP. Não dá para chegar a essa conversa com as mãos abanando. Uma tática é pedir orçamentos a várias empresas na expectativa de barganhar boas condições. Também dá para se unir a outros negócios com o objetivo de fazer compras juntos e, assim, formar um bloco com poder de negociação.

15. TENHA UMA RESERVA FINANCEIRA

ALÉM DO CAPITAL INVESTIDO na estrutura do negócio, o empreendedor deve reservar um dinheiro extra, especialmente para os primeiros meses. A empresa paga à vista várias despesas – como aluguel, salários e compra de matéria-prima -, mas o que recebe pelas vendas demora a cair na conta. Por isso, não dá para fechar o mês no azul. É aí que entra o capital de giro, uma reserva para pagar as contas enquanto não há dinheiro no caixa Para saber quanto se deve guardar, é preciso desenhar um ciclo operacional, pontuando quantos dias dura cada etapa (compra de insumo, estocagem, produção, entrega, desenvolvimento do serviço, período de comercialização) e depois de quanto tempo chega o dinheiro das vendas. Assim, dá para ver quantos dias de diferença entre pagamentos e recebimentos devem ser cobertos pela “poupança” da empresa.

16. PLANEJE O FLUXO DE CAIXA

UMA FERRAMENTA importante para calcular a necessidade de capital de giro é a previsão do fluxo de caixa da empresa. Colocar os dados em uma planilha ajuda a visualizar e a definir como será a movimentação financeira da empresa em determinado período. É nela que o empresário prevê todas as entradas e saídas de dinheiro. No começo, é recomendável fazer esse acompanhamento todos os dias. Confira, abaixo, alguns imprevistos que também devem entrar nos cálculos de receitas e despesas.

17. SEPARE AS CONTAS BANCÁRIAS

No comecinho da operação, com a empresa ainda enxuta, parece fácil cobrir as despesas da empresa com as economias pessoais e depois compensar o gasto tirando dinheiro do caixa para pagar as contas de casa. “A segregação das contas da empresa e do empreendedor é fundamental. Quanto mais organizada e estruturada, menor será o custo do capital de terceiros”, afirma Mendonça, da PwC BrasiL

18. CONTROLE O SEU ESTOQUE

A MÁXIMA QUE PREGA que “é melhor sobrar do que faltar” não vale para o estoque de uma empresa – ainda mais em seus primeiros meses. Investir boa parte dos recursos em produtos ou matérias-primas em excesso, que vão ficar parados, pode prejudicar as finanças do negócio. Se as vendas não ocorrerem na velocidade planejada, o dinheiro que poderia ser investido em outras áreas ou no capital de giro vai ficar imobilizado nesse ativo. Isso dá pouca margem de manobra ao empresário e aumenta as chances de recorrer a empréstimos para bancar a operação. Para evitar isso, é preciso fazer uma projeção realista de vendas e comprar o estritamente necessário para viabilizar o nível de produção. No começo, só dá para descobrir o período de giro de vendas na prática e, assim, ajustar mês a mês a quantidade ideal de estoque.

19. PLANEJE A HORA CERTA DE PEDIR DINHEIRO

Em algum momento, a empresa precisará pedir empréstimo de recursos. O ideal é que seja para reforçar a operação e crescer, e não porque faltou dinheiro para pagar as contas. Um bom plano de negócios deve prever quando recorrer ao banco. Se a dívida for planejada para que a empresa evolua, será mais fácil convencer o gerente a emprestar dinheiro com juro menor e prazo maior. Quem busca recurso de curto prazo paga mais pelo crédito – a taxa de juros para capital de giro emergencial é de 5% ao mês, em média. Com essa nova – e alta – despesa, o negócio fica menos rentável. Uma saída é pedir ao banco financiamento de longo prazo para comprar ativos caros, como máquinas. “Analise a melhor saída para não ficar descapitalizado”, afirma Lúcio Bastos, sócio da área de mercado empreendedor da KPMG.

20, SEJA SUSTENTÁVEL – E MOSTRE AO CONSUMIDOR

Planejar uma operação sustentável reduz desperdícios e danos ambientais e sociais e, com isso, pode gerar dois tipos de benefício. O mais palpável e imediato é a possibilidade de redução dos custos do negócio, a partir desse planejamento. O outro traz frutos em longo prazo: mostrar aos consumidores que seus processos poupam a natureza e há respeito aos funcionários cria uma boa imagem da empresa e reforça seu vínculo com as pessoas. Mas não adianta apenas criar um slogan. Segundo a consultoria inglesa Trendwatching, é preciso ser transparente e mostrar como a empresa realmente funciona.

21. DEXE O PÚBLICO PARTICIPAR

OS CONSUMIDORES ESTÃO FICANDO mais proativos, especialmente os mais jovens, já familiarizados com processos de compartilhar ideias e criar em conjunto. Para gerar engajamento e, assim, reforçar a fidelidade, é importante permitir que eles participem da produção e até do financiamento dos projetos, aponta a Trendwatching em seu relatório de tendências. Veja como fazer isso em duas frentes:

CROWDSOURCING: Jogue uma ideia na internet e deixe o consumidor ajudar a elaborar um novo produto.

CROWDFUNDING: Apresente seu projeto e peça dinheiro para desenvolvê-lo, oferecendo vantagens a quem investir.

22. CALCULE OS IMPOSTOS

Ao fazer a previsão de despesas mensais, calcule quanto a empresa pagará de impostos. Lembre-se de que essa variável influencia bastante a definição do preço.

PRINCIPAIS TRIBUTOS

-Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ)

- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)

- Programa de Integração Social (PIS)

- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)

- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

- Imposto Sobre Serviços (ISS)

- Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS)

SIMPLES NACIONAL Empresas que faturam até R$ 3,6 milhões podem optar pelo Simples e pagar uma alíquota única, referente a oito tributos (IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, ISS, ICMS e Contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social a Cargo da Pessoa Jurídica -CPP)

23. ENCONTRE A REDE CERTA

QUEM ESTÁ PLANEJANDO VIRAR DONO de uma empresa costuma enxergar as franquias como um porto seguro, algo em que basta seguir um manual para tudo dar certo. Não é bem assim. Para ter sucesso, é preciso pesquisar se a marca é bem-sucedida no mercado, se capacita bem o franqueado e se ela sabe se comunicar com o público-alvo. Também é necessário avaliar se você tem o perfil certo para seguir as determinações do franqueador. Além disso, será fundamental se envolver no negócio, pois as vendas não caminham sozinhas. "Essa é uma relação de longo prazo, por isso o candidato deve se identificar com o segmento, ler bem o contrato para conhecer suas responsabilidades e ter dinheiro guardado para investir na melhoria de sua operação", afirma Cristina Franco, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

24. TERCERIZE A PRODUÇÃO

Um empreendedor não pode dar conta de tudo. E nem sempre tem recursos em caixa para montar a estrutura e a equipe ideais. Para não deixar que o alto custo desses dois itens inviabilize o nascimento da empresa, a saída é terceirizar. Quem quer colocar no mercado um novo produto, por exemplo, não precisa abrir uma fábrica: pode encomendar a produção a uma indústria do ramo – e concentrar seu capital em pesquisa e nas estratégias de divulgação e venda. O mesmo vale para o desenvolvimento de um software, que pode ser encomendado a programadores.

25. E OS SERVIÇOS

TERCEIRIZAR SERVIÇOS – ou fazer outsourcing- pode reduzir consideravelmente os custos operacionais da empresa. Usado amplamente na gestão de tecnologia, o conceito também é bastante aplicado nas esferas mais básicas do negócio, como limpeza, segurança e transportes. Só não vale terceirizar o que é estratégico para a empresa.

PROCURE REFERÊNCIAS: Pesquise os projetos e trabalhos realizados anteriormente pelo prestador de serviços. Isso pode ser feito pela análise de portfólio, informações em redes sociais ou até pelo contato direto com clientes já atendidos.

FAÇA UM TESTE: Antes de assinar um contrato de longo prazo, feche um trabalho isolado para testar a capacidade de execução do parceiro escolhido. Estreite os laços aos poucos, de acordo com o resultado observado em cada experiência.

PROMOVA O DIÁLOGO: A sinergia entre colaboradores internos e externos é fundamental para o sucesso de projetos de outsourcing. Além de definir atribuições das equipes, é importante promover encontros para abrir canais de diálogo.

26. CAPRICHE NO SITE DA EMPRESA: APESAR DA POPULARIDADE e simplicidade das fan pages do Facebook, os sites corporativos continuam sendo a fachada de negócios mais importante da internet. De acordo com o relatório anual da SoDA (Society Of Digital Agencies), os investimentos em páginas próprias são prioridade para 80% dos departamentos de marketing digital. A favor do modelo, contam fatores como opções de funcionalidades, ausência de filtros de conteúdo, credibilidade e controle sobre a experiência do usuário. Os benefícios parecem óbvios. Mesmo assim, 40% das pequenas e médias empresas brasileiras não têm sequer um domínio registrado na rede, segundo dados do Ministério das Comunicações.

27. TIRE VANTAGEM DE SER PEQUENO

Quem conhece bem sua vizinhança tem um bom trunfo para fugir da concorrência com grandes empresas. A proximidade com os consumidores permite identificar melhor suas necessidades e gera empatia. “Conhecer o ambiente é um diferencial importante para pequenos empreendedores, pois grandes redes não entendem as especificidades locais”, afirma Luiz Barretto, presidente do Sebrae. O sucesso da tática, porém, depende de uma análise apurada do mercado. Em alguns bairros, o alto custo dos imóveis e a existência de muitos concorrentes (e pouca margem para inovação) tendem a ameaçar a sobrevivência do negócio. Isso sinaliza que pode ser mais vantajoso explorar oportunidades em outra região.

28. INVISTA EM SEO

DE ACORDO COM O ÚLTIMO levantamento divulgado pela Merril Lynch, 38% dos consumidores usam sites de busca como porta de entrada para suas decisões de compra. Seja qual for a sua área de atuação, é fundamental traçar um planejamento de SEO (Search Engine Optimization), conjunto de estratégias para ganhar visibilidade na rede. Em uma série de vídeos publicados no YouTube, Maile Ohye, desenvolvedora do Google, dá algumas dicas para aparecer no topo dos resultados de pesquisa:

TRABALHE AS PALAVRAS-CHAVE: Não tente ser generalista. Use palavras-chave relacionadas a necessidades específicas do seu público. Inclua esses termos em títulos e nomes de páginas. Em relação às tags, leve em consideração os erros de digitação do usuário.

DEIXE O SITE LEVE: Algoritmos de busca costumam priorizar as páginas que levam menos tempo para carregar. Qualquer marca acima dos dois segundos é considerada longe da ideal

INTERAJA COM A COMUNIDADE: Participe de discussões relacionadas ao setor da sua empresa. Isso vale para blogs e redes sociais como Twitter, Google- e Facebook. É a melhor forma de obter comentários espontâneos e aproveitar a popularidade dessas plataformas.

29. CRIE UM E-COMERCE SEGURO

Nem todo mundo se sente garantido ao fazer compras na internet. Muitos abandonam o carrinho porque não gostam de compartilhar seus dados, especialmente no site de uma empresa que não conhecem. Por isso, é fundamental buscar soluções que ajudem a tranqüilizar tanto o internauta como o empresário. Confira duas delas:

CHECAGEM DE IDENTIDADE

• Ter um certificado digital permite comprovar a identidade do comprador e deixa a transação mais protegida, pois garante a confidencialidade das informações

PAGAMENTO SEGURO

• Escolha uma empresa de credibilidade para receber os pagamentos por meios variados (boleto, cartões, Paypal)

30. USE AS MÍDIAS SOCIAIS A SEU FAVOR

De acordo com o estudo Digital Life, da consultoria TNS, 47% dos usuários de redes sociais compartilham opiniões sobre marcas e produtos na internet. Embora não seja obrigatório ter um perfil no Facebook, Twitter ou Google+, a presença nesses ambientes pode trazer ótimos resultados para campanhas de marketing e relacionamento. Na entrevista abaixo, Marcel Matsuda, sócio da agência paulista FrLto, fala sobre as melhores práticas de negócios.

QUAIS SÃO AS VANTAGENS QUE AS MÍDIAS SOCIAIS OFERECEM PARA PEQUENAS EMPRESAS? Quando trabalhadas de forma inteligente, as mídias sociais trazem boa visibilidade com custos menores do que os investimentos em mídia de massa. O Facebook é um bom exemplo de plataforma que permite a adequação de campanhas de acordo com o tamanho do orçamento.

EXISTE ALGUMA REGRA BÁSICA PARA ATUAR NESSAS PLATAFORMAS? O mais importante é não se prender a nenhum padrão. As redes sociais estão em constante atualização, assim como a análise de suas métricas. Por isso, é importante manter-se atualizado com as inovações tecnológicas e os movimentos da audiência.

AFINAL, MíDIAS SOCIAIS SERVEM PARA TODO TIPO DE NEGÓCIO? Não são obrigatórias, mas seus benefícios são óbvios para qualquer empresa. Redes sociais podem até substituir plataformas tradicionais de comunicação. Elas atingem uma audiência mais engajada. Um post em redes sociais pode ser mais eficiente e barato do que um disparo de e-mail marketing, por exemplo.

31. OFEREÇA TREINAMENTO

Com a dificuldade de encontrar mão de obra especializada, muitas empresas optam por bancar o treinamento dos funcionários. A estratégia de capacitação também pode virar uma boa política de retenção de talentos – especialmente de jovens, que valorizam a chance de aprender em diferentes áreas da empresa e o subsídio a cursos, para que possam se aperfeiçoar. “Formar mão de obra é muito importante, desde que não se perca de vista que esse funcionário será disputado no mercado”, afirma Barretto, do Sebrae. Por isso, é importante complementar essa estratégia com oferta de benefícios atraentes. Eles nem sempre custam caro – pode-se dar um dia de folga, um jantar ou voucher para compras como prêmio por bom desempenho.

32. MOTIVE OS COLABORADORES

Ao contrário do que diz o senso comum, o dinheiro não é a principal motivação dos colaboradores de uma empresa. De acordo com uma pesquisa conduzida pela psicóloga americana Michelle McQuaid, 65% dos executivos dos Estados Unidos trocariam um aumento no salário pela oportunidade de trabalhar com um chefe mais agradável. A importância dos relacionamentos corporativos é reforçada por outro estudo da Catho Online, que aponta o ambiente de trabalho como principal fator de satisfação de funcionários. Ou seja, se por um lado é difícil competir com os benefícios oferecidos por grandes corporações, o papel motivacional do gestor pode ser determinante para reter talentos em empresas melhores.

AGÊNCIA DE DESCOMPRESSÃO: A Predicta, consultoria de marketing digital, criou um espaço com videogames, mesa de pebolim, sofá e refrigerantes à vontade. Os colaboradores têm horário flexível e happy hour patrocinado pela empresa.

COLABORAÇÃO ACELERADA: O Grupo .Mobi, holding especializada em publicidade mobile, estimula o relacionamento de sua equipe em corridas de kart. Para quem prefere ficar longe das pistas, são oferecidos churrascos e festas temáticas.

AMBIENTE CRIATIVO: Com sede em Buenos Aires, a Vostu, Desenvolvedora de jogos sociais, tem as paredes do escritório grafitadas por artistas de rua locais. Para sessões de brainstorming, a empresa disponibiliza um terraço aberto com vista da cidade.

33. FIQUE LIGADO NAS TENDÊNCIAS

POR MAIS CRIATIVA QUE SEJA uma proposta, ninguém nunca está sozinho no mercado. Desse modo, ficar por dentro das tendências do setor é importante até para empreendedores com negócios consolidados. Uma maneira rápida e barata de manter-se em dia são os boletins de consultorias internacionais, que chegam gratuitamente à sua caixa de entrada.

34. TEM UMA IDEIA INOVADORA? PROCURE UMA INCUBADORA …

SE SUA IDEIA DE NEGÓCIO é realmente diferenciada e você precisa de ajuda com a gestão para se dedicar à pesquisa, pode ser abrigado em uma incubadora tecnológica. Lá, o empreendedor recebe suporte para fazer um plano de negócio, pesquisar melhor o mercado consumidor e fazer contato com quem quer investir dinheiro na empresa. E usa a estrutura da incubadora para montar seu escritório.

35 …E PROTEJA SUA INVENÇÃO

QUANTO MAIS INOVADORA é uma criação, mais ela desperta o interesse do público – e da concorrência em copiá-la Não dá para jogar fora todo o investimento feito em pesquisa e desenvolvimento e ver outra empresa lançar a mesma solução no mercado com preço menor. Por isso, é fundamental pedir o registro de patente das invenções. Isso permite vetar a fabricação, a venda e a importação de produtos iguais ao protegido. A carta-patente definitiva demora anos para sair - oito, em média, segundo o Inpi. Mas, com ela em mãos, o direito de reclamação e indenização é retroativo.

TIPOS DE PATENTE

Invenção: para criações que preencham os critérios de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial.

Modelo de utilidade: protege a descoberta de novas funções para objetos que já existem.

36. PROCURE UM PROGRAMA DE INCENTIVO

FINANCIADORAS E PROGRAMAS DE INCENTIVO públicos são uma boa fonte de recursos para projetos de inovação que ainda não saíram do papel. Com foco em soluções de impacto social, tecnológico e ambiental, os investimentos dessa modalidade costumam ser feitos por meio de editais. Os critérios de seleção levam em conta fatores como potencial de mercado, histórico da equipe, patentes registradas e estudos publicados.

FINEP: Vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, a Financiadora de Estudos e Projetos atua junto a empreendedores e universidades. É uma opção para negócios nas áreas de ciência e de tecnologia.

FAPESP: Voltada para projetos no estado, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo oferece bolsas-auxílio para pesquisas científicas. Desse modo, favorece empresas incubadas em centros acadêmicos.

CRIATEC: Com sede no Rio de Janeiro, o Fundo Criatec resulta de parceria do BNDES e do Instituto Inovação. Paralelamente aos aportes de até R$ 1,5 milhão em startups, oferece apoio de consultoria e gestão. www.fundocriatec.com.br

37. DESLANCHE COM A AJUDA DE UMA ACELERADORA

Cada vez mais populares no Brasil, as aceleradoras ajudam empreendedores a descobrir e expandir seu modelo de negócio. Para isso, oferecem programas que combinam investimentos de capital semente com sessões de mentoria e consultoria. O objetivo é preparar a startup para sua primeira rodada de aportes. Nesse caso, os critérios de seleção são o potencial de retorno e a capacidade de replicação dos projetos em diferentes mercados.

21212

Inspirada nas aceleradoras do Vale do Silício, a carioca 21212 oferece uma proposta integrada de capital semente, mentoria e escritório de trabalho compartilhado. O contato com investidores internacionais é reforçado com a presença de um escritório em Nova York.

WAYRA

O programa de aceleração do Grupo Telefônica é voltado para empreendedores digitais. Com possibilidade de integração aos produtos e serviços da empresa, o Wayra oferece capital semente, laboratórios de desenvolvimento e consultoria.

ACELERADORA

Fundada em 2009, em Belo Horizonte, a Aceleradora foi uma das primeiras a oferecer programas híbridos de educação empreendedora e descoberta de modelo de negócio. Além do investimento e suporte a startups, promove eventos e oficinas por todo o país.

38. CONSEGUE LIDAR COM A PRESSÃO? PENSE NUM INVESTIDOR

EM 2012, NÃO FALTARAM NOTÍCIAS SOBRE APORTES em startups brasileiras. A chegada de fundos como Sequoia Capital, Redpoint e.Ventures e Rocket Internet confirma o aquecimento do capital de risco no país. “A penetração da internet e a prosperidade econômica colocaram o Brasil no mapa dos investidores. Os fundos estão atrás de negócios com alto potencial de retorno em espaços curtos de tempo”, afirma Cornelius Boersch, fundador do Mountain Partners, fundo suíço com escritório em São Paulo desde fevereiro do ano passado. Para quem pensa em recorrer ao venture capital, é importante lembrar que esse tipo de investimento costuma estar condicionado a metas agressivas de crescimento em pouco tempo. Desse modo, é indicado para empreendedores acostumados a trabalhar sob pressão.

39. PARTICIPE DE EVENTOS

OS EVENTOS CORPORATIVOS ESTÃO EM ALTA. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Meeting Professionals Intemational (MPI), as empresas produzem uma média de 270 mil eventos por ano no Brasil. Desses, 56% são voltados para o público externo. Além da visibilidade para quem investe em um estande, participar de feiras e encontros de setores – mesmo que informalmente – é uma ótima maneira de prospectar clientes, encontrar fornecedores ou, quem sabe, conhecer um investidor. Abaixo, seguem algumas dicas básicas de networking para essas ocasiões.

CIRCULE

Fique longe das rodas de amigos. Embora o momento seja propício para fortalecer laços com parceiros conhecidos, é importante aproveitar a oportunidade de se relacionar com pessoas menos acessíveis em outras ocasiões.

CALIBRE O PITCH

As conversas do coffee break costumam ser rápidas. Desse modo, é sempre bom deixar o seu pitch- discurso de até cinco minutos sobre a empresa – afiado, caso encontre um cliente ou investidor em potencial.

ESTUDE A LISTA DE CONVIDADOS

Muitos eventos principalmente os menores – divulgam as listas de visitantes confirmados. Selecione os contatos mais importantes e se apresente para essas pessoas no momento apropriado.

40. PENSE EM MOBILIDADE

Já existem 260 milhões de celulares circulando no Brasil. Segundo estimativas da IDe, até 2015 57% deles serão smartphones. Os números não deixam dúvida: nos próximos anos, sua empresa precisará estar presente nas telinhas desses aparelhos. Entre as ferramentas de negócio mais populares entre consumidores, a consultoria Gartner aponta os serviços de geolocalização, jogos, transferência de dados e transações financeiras.

41. RECORRA À SUA REDE PESSOAL

PASSAR O CHAPÉU ENTRE AMIGOS e familiares é uma alternativa válida na primeira fase do negócio. Conhecido informalmente como “Family, Friends and Fools” (Família, Amigos e Tolos), esse é um recurso indicado para negócios que têm necessidades modestas de investimento. Embora o risco seja alto nas relações pessoais, os 3 efes costumam ser bastante populares entre novos empreendedores. De acordo com estimativas da Angel Capital Education Foundation, apenas nos Estados Unidos, são injetados US$ 60 bilhões desse tipo de capital na economia por ano.

42. DELEGUE QUANDO NECESSÁRIO

Centralizar tarefas pode ser fatal em processos de decisão estratégica. “Quando o empreendedor assume processos operacionais, ele fica sem tempo para analisar os rumos da empresa”, diz Christian Barbosa, fundador da consultoria de produtividade Tríade do Tempo. Na entrevista a seguir, o especialista explica como criar fluxos de trabalho eficientes.

POR QUE EMPREENDEDORES TENDEM A SER CENTRALIZADORES?

Muitos empresários vêm de áreas operacionais. Quando assumem um negócio, a dificuldade de largar o osso fica ainda maior. Eles se sentem responsáveis por todos os departamentos da empresa. Isso é extremamente prejudicial. Quem não delega poderes não consegue pensar no negócio de forma estratégica.

COMO ESSA SITUAÇÃO PODE SER MELHORADA?

A mudança não acontece de repente. O primeiro passo é capacitar as pessoas certas, de acordo com suas habilidades, para distribuir as tarefas de forma adequada. Outro ponto fundamental é estabelecer um processo de controle de prazos. Isso pode ser feito com o simples uso de um quadro branco.

QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS PARA DEFINIR O QUE É DELEGÁVEL?

Tudo o que for operacional deve ser delegado – por mais difícil que seja treinar um funcionário para fazer isso. Decisões estratégicas, como negociação com clientes e planos de expansão, devem ser encaradas pessoalmente pelo empreendedor.

43. CRIE BOAS APRESENTAÇÕES

NÃO ADIANTA FUGIR DO POWERPOINT: uma hora você vai ter de fazer uma apresentação com slides. Quando esse momento chegar, lembre-se das dicas de Marco Franzolim, sócio-diretor da MonkeyBusiness, agência especializada em criação de apresentações corporativas.

44. PROSPECTE – NÃO FIQUE NA MÃO DE UM ÚNICO CLIENTE

Muitos sonham com uma grande conta que resolverá todos os problemas. Entrar na lista de fornecedores de uma multinacional, por exemplo, tem impactos óbvios na receita de vendas. Mesmo para quem vive essa situação confortável, é importante lembrar que contratos de vendas e prestação de serviços têm prazo. Além da eventual rescisão, uma estratégia baseada em exclusividade limita – e muito – o poder de negociação do empreendedor. O risco de problemas a longo prazo é maior do que as vantagens imediatas de faturamento.

45. FAÇA CONTRATOS. SEMPRE

FORNECEDORES, SÓCIOS, INVESTIDORES, colaboradores e clientes. Coloque no papel os deveres e direitos de cada uma dessas relações. Segundo uma pesquisa da Associação Nacional de Gestão de Contratos (ANGC), 68% dos empresários brasileiros têm dificuldades em avaliar textos legais. Brigas entre sócios, por sua vez, são responsáveis por 9% dos fechamentos de empreendimentos no país. Além de eventuais problemas na Justiça, quanto maior o nível de informalidade do negócio, maior a dificuldade de obter crédito ou levantar capital entre investidores.

46. ESTUDE A LEGISLAÇÃO DO SETOR

Algumas leis de regulamentação podem ter impacto profundo na estimativa de custos de um negócio. Farmácias online, por exemplo, precisam ter uma unidade física para vender remédios pela internet. A abertura de um restaurante, por sua vez, demanda a obtenção de laudos técnicos junto ao Corpo de Bombeiros e à Vigilância Sanitária. Processos como esses podem ser caros e demorados. Por isso, antes de abrir qualquer negócio, é fundamental estudar detalhadamente a regulamentação do setor.

47. COLOQUE A EMPRESA NA NUVEM

Serviços de cloud computing são boas ferramentas para reduzir custos e simplificar a gestão de tecnologia. Além dessas vantagens, a nuvem permite o acesso remoto a programas e arquivos da empresa. Confira abaixo quatro opções de serviços Simples e baratos para usar na sua empresa.

48. ATENDA DE FORMA EFICIENTE

Enquanto algumas pessoas gostam de se relacionar com marcas via redes sociais, outras preferem falar com um atendente de call center. Nesse sentido, oferecer uma boa diversidade de canais de atendimento – como e-mail, telefone e chats – é uma boa ideia. Mas se tiver de escolher entre qualidade e quantidade, invista na segunda opção. É preferível atuar com eficiência em um canal do que deixar consumidores falando sozinhos em diversas plataformas.

49. TRACE UM PLANO DE VENDAS

Uma boa ideia de negócio não se sustenta se as pessoas não estiverem dispostas a pagar por ela. Desse modo, investir na formação de equipes de vendedores é fundamental. De acordo com o manual “Como Elaborar um Plano de Vendas”, do Sebrae-MG, existem três pilares básicos no treinamento de vendedores.

50. INVISTA EM DESIGN

Nas decisões de compra, beleza é fundamental. Segundo um estudo divulgado pela consultoria GfK, o design de produtos é o principal fator de decisão de compra entre os consumidores brasileiros – seguido pela recomendação de amigos e relação custo-benefício.

O EXEMPLO DA APPLE

Uma das empresas mais valiosas do mundo, a Apple se consagrou pela elegância no design de interfaces e produtos. Entre as inovações da marca, estão a criação de gadgets de cantos arredondados e sistemas de deslizamento intuitivos em telas touchscreen.

UNO MAIS COLORIDO

Resultado de três anos de pesquisas, o design do novo Uno tem acabamento arredondado para conquistar o consumidor brasileiro. Com reformulação interior e uma paleta de cores externas chamativas, o projeto rendeu à Fiat um total de 300 mil unidades vendidas em dois anos.