Notícia

Saber Eletrônica

45 anos de sucesso e tecnologia

Publicado em 01 março 2009

Uma revista voltada para o profissional de desenvolvimento da área industrial, a Saber Eletrônica assume o compromisso de trazer aos seus leitores o conhecimento do mundo da eletrônica

Partindo da idéia de constituir uma editora que contribuísse para o conhecimento do leitor, com algo diferenciado, Hélio Fittipaldi pensou em uma área não muito explorada e que sem- pre lhe chamou a atenção, a eletrônica.

Na época existiam duas outras revistas com muito tempo no ramo e que juntas atingiam cerca de 22 mil exemplares. Estavam estagnadas, tecnologicamente falando, e por isto despertaram o interesse em se fazer uma publicação mais atual como outra que havia parado, a Revista Eletrônica, produzida pela Ibrape (uma empresa do grupo Philips). Possuia boa imagem e, por ter cumprido sua missão aqui no Brasil, havia sido descontinuada. Surgiu assim a oportunidade da revista Saber Eletrônica existir.

“Feito contato com a Phillips, tivemos que comprovar condições tecnológicas para produzir a revista. Assim, conseguimos a tal permissão, e a partir da edição nº 45 passou a ser produzida por nós e lançada em todo o Brasil. Logo começou a tomar corpo e ganhar um lugar de destaque no mercado, chegando a 65 mil exemplares de tiragem nos primeiros 12 meses. A partir de 1985 passou a ser exportada para Portugal e em 1986 licenciamos a Editorial Quark na Argentina até início dos anos 90”, afirma Hélio.

Destinada para os técnicos e estudantes, era uma revista que tentava atender a todos. Durante 12 anos, todos os meses era publicado o curso de eletrônica nas últimas páginas.

Tecnologia era pauta obrigatória, tinha que trazer as novidades no mundo da eletrônica.

Em meados da década de 80, com um público mais exigente, a Saber Eletrônica teve que separar a parte de estudantes e se voltar para a indústria, surgiu então a Eletrônica Júnior, uma revista pequena, oriunda da série de livros “Experiências e Brincadeiras com Eletrônica“ de Newton C. Braga, nosso diretor técnico.

Os leitores reinvindicaram e a Júnior passou a ter um formato maior mudando seu nome para Eletrônica Total, incorporando os técnicos e matérias de manutenção.

Busca da tecnologia

A proposta de publicar aquilo que o leitor necessitava era o diferencial da Saber Eletrônica em relação às outras revistas que existiam na época. “A nossa meta era entrar nas novas tecnologias o quanto antes. Enquanto as outras estavam tratando sobre válvulas, nós abordamos do transistor para frente. Fazendo projetos práticos e teóricos”, completa Hélio.

Luiz Henrique Corrêa Bernardes escreveu as primeiras matérias sobre microcontroladores. “Uma nova fase tecnológica que até então não tinha divulgação em nosso país e onde tivemos dificuldades para entrar com matérias práticas desenvolvidas aqui. Quase dez anos depois, em dezembro de 2000 começamos a divulgação das primeiras matérias sobre o DSP, no caso o da Texas, e a partir daí é que passamos para uma revista voltada para a área industrial”, observa Hélio.

Desde 1994, a editora já estava na internet, por um convênio feito com a Escola Politécnica e a Reitoria da USP (Universidade de São Paulo). Através da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a editora conseguia se conectar à web e aprender como era este novo mundo. Quando a internet co- meçou a ser comercializada (1997) foi decidido que a Saber precisava de um espaço digital,e assim foi criado o primeiro site. No início de 2007 “começamos o desenvolvimento de um software para criar um portal de notícias e artigos no mundo da eletrônica, tanto para a indústria, seus engenheiros e técnicos, bem como para os estudantes”. Durante 2007, o projeto se concretizou mais para o fim do ano e, a Editora Saber ampliou sua atuação para além das páginas da edição impressa. A partir de 1° de fevereiro de 2008 entrou no ar, o portal Saber Eletrônica Online.

Vivo no pensamento

Com a preocupação de buscar novas tecnologias, a revista Saber Eletrônica surpreendeu o seu idealizador com matérias que ficaram marcadas nesses 45 anos de publicação.

Uma matéria a qual não esquece foi a do Microtransmissor FM. “Na época esse assunto revolucionou. Tinha o tamanho de uma caixinha de fósforo, a bobina não era com fios, mas sim impressa na placa de circuito impresso, arte do Newton que viu em uma revista japonesa. Era uma microestação de rádio FM com o alcance de 50 metros. Isto virou febre, era mais ou menos meados de 1977”, lembra.

A escolha das matérias não é a única preocupação, a qualidade, a estética e o design têm a sua parcela de importância. Algumas capas foram inesquecíveis e tiveram repercussão incrível até com os fabricantes.

“A Saber Eletrônica deixou de ser em preto e branco quando publicou uma série de matérias sobre SMD, que veio da Holanda, da própria Philips. Como material inédito e muito detalhado, serviu de guia para a elaboração da Norma Brasileira. A capa foi desenhada em 3D, e dava a noção de poder ver dentro do componente, quando na época não havia softwares para 3D.

Uma outra capa marcante foi a do DSP da Texas Instruments. Uma inspiração de “2001 Uma Odisséia no Espaço”. Foi desenhada em 3D, e mesclada com a foto macro do carimbo da Texas para dar uma aparência realista pois, na época, não havia software para fazer este efeito.

Vencer pelo conhecimento

Confiante de que a função da Saber é formar e informar o mercado da eletrônica, Hélio acredita que o homem evolui e sempre está a procura do conhecimento, por isso não abre mão da qualidade na escolha das matérias e a preocupação com a arte. “Constantemente encontramos leitores do curso básico que hoje são presidentes ou diretores de alguma empresa. Muitos cresceram junto conosco. Atualmente, o Brasil tem uma quantidade e qualidade enorme de profissionais na área de eletrônica”.

A revista Saber Eletrônica ao longo dos anos vem aperfeiçoando suas matérias e é considerada o incentivo das outras publicações da Editora. A novidade é o portal que veio para acrescentar, e hoje tem 65 mil visitantes diferentes em média mensal.

“Nestes 45 anos, todo dia há uma novidade e creio que pouquíssimas pessoas têm esse privilégio. No dia-a-dia não percebemos todo esse tempo passado. Só comecei a me dar conta, quando em uma viagem ao exterior fui apontado como referência na área, há muitos anos”.