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30ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química: Mercado em expansão

Publicado em 05 junho 2007

Por Fábio de Castro, Agência Fapesp

Crescimento da indústria química no Brasil (11,6% em 2006) abre o mercado para novos profissionais. "Nossa preocupação é incentivar que os químicos se formem em uma cultura de inovação", diz Antonio Mangrich, presidente da SBQ

Mais de 2,5 mil pessoas participaram da 30ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), encerrada no último domingo (3/6) em Águas de Lindóia, no interior paulista. Um tema, em especial, predominou entre as centenas de debates que marcaram o evento: a inovação na área de ciências químicas.
Segundo Antonio Savio Mangrich, presidente da SBQ e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a entidade está preocupada em aproveitar o crescimento do setor no Brasil para estimular um surto inovativo.
"A indústria química brasileira cresce a uma enorme velocidade. O faturamento em 2006 foi de US$ 81,6 bilhões, com um crescimento de 11,7% em relação ao ano anterior. A indústria de cosméticos, perfumes e materiais de limpeza faturou US$ 6,6 bilhões — mais do que os insumos agrícolas, mesmo com todo o vigor do agronegócio", disse Mangrich à Agência FAPESP.
De acordo com o cientista, uma das conseqüências desse crescimento é que o país precisará de muitos químicos. "Nossa principal preocupação é incentivar que esses novos profissionais se formem em uma cultura de inovação. Por isso, procuramos estimular a saída do conhecimento das universidades e centros de pesquisa para a indústria, como faz a FAPESP com o programa Pipe [Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas]", afirmou.
Para Mangrich, o crescimento do setor se deve à própria interdisciplinaridade ligada à química, que tem um papel central em novas áreas tecnológicas em franco desenvolvimento, como biotecnologia, nanotecnologia e novos materiais. "Por isso, a SBQ é a maior sociedade científica do país em número de associados", disse.

(Agência Fapesp, 5/6)