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Publicado em 27 março 2001

Brasil prepara seqüenciamento do parasita da esquistossomose, que será feito por sete grupos de pesquisa e terá US$ 850 da Fapesp. Ruth Helena Bellinghini escreve de Angra dos Reis, RJ, para O Estado de SP A Fapesp vai investir US$ 850 mil no seqüenciamento do Schistosoma mansoni, o parasita causador da esquistossomose, que atinge cerca de 120 milhões de brasileiros. O anúncio foi feito ontem, na abertura da Brazilian International Genome Conference, que reúne 500 especialistas de todo o mundo. O trabalho, coordenado por Sérgio Verjovski-Almeida, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, vai envolver sete grupos de pesquisa - quatro na USP, um da Unicamp, além de equipes do Instituto Butantã e do Instituto Ludwig. Hoje já existem 12 mil segmentos de DNA do esquistossoma seqüenciados, mas nossa meta é elevar esse número para 120 mil, diz Verjovski-Almeida. O trabalho deve durar entre 12 e 18 meses e vai se concentrar na cercaria, fase de vida do parasita em que ocorre a infestação do ser humano. O parasita entra no corpo através da pele, cai na circulação e põe ovos capazes de bloquear artérias. O paciente pode sofrer de insuficiência hepática e desnutrição. O seqüenciamento será feito a partir de cópias do DNA do parasita, o chamado DNA complementar. O RN A mensageiro e isolado e usado para produzir a seqüência de DNA que o complementa. A estratégia é identificar alvos nessas seqüências sobre, os quais é possível agir, com vacinas ou drogas. O Ministério da Ciência e Tecnologia formalizou na conferência a criação da Rede Nacional de Seqüenciamento do Projeto Genoma Brasileiro, que vai capacitar 25 laboratórios do País. O início será o seqüenciamento do genoma da Chromobacterium violaceum, comum nas do Rio Negro, na Amazônia.